Pelo Mundo

Pelo Mundo… a partir de quando?

30 abr 2020 • por Natália Morelo • 0 Comentários


Após 6 meses do último (e único), post sobre viagens que compartilhei com vocês (a ideia era vir antes para fazer os outros 2 posts sobre minha viagem à Grécia e todos os demais cantos do mundo em que puder pôr os pés), resolvi voltar e falar hoje sobre algo que me deixa realmente #chatiada: A liberdade da qual o Covid-19 nos tirou.

Todos estamos sofrendo, nos privando de várias formas. E quanto a isso não abro espaço para discussões.
E eu, como uma boa aquariana, amo e prezo pela minha liberdade. Conhecer o mundo, culturas, posicionamentos diferentes, tudo isso me motiva. Repito aos quatro cantos que viajar é a melhor forma de ficar pobre, ficando rico. Simplesmente porque experiência é algo que ninguém nos tira. Mas tenho tomado consciência, todos os dias, de que não temos nenhum controle sobre os fatos do universo.
O jeito – único que eu conheço e tem dado muito certo – é deixá-lo seguir seu fluxo.

Você já tentou interferir no fluxo da natureza? Todas as vezes em que o ser humano tentou intervir, causou um caos. Porque tudo o que nela existe tem um porquê de ser.
Para este momento, eu escolhi me recolher. Preservar ao máximo minha família, meus amigos e todas as pessoas com quem tinha contato direto. Tive momentos de ansiedade, quis chorar e em outros dias estava tudo bem. E vendo o tempo passar, percebo que está tudo bem mesmo! Somos seres complexos e passando por um momento de medo e dificuldade.
Para uns financeira, para outras de saúde, incertezas do que vai acontecer com a família e vamos aprender a lidar.

Exatamente hoje, meu marido e eu completamos 3 anos de casados (oi, Bodas de Trigo). Nosso planejamento inicial era estar em algum lugar do mundo comemorando, como temos feito desde então. O escolhido desta vez seria o Chile. Não deu. Simples assim.
E o nosso problema de privação de liberdade é tão pequeno, que me vejo na obrigação de agradecer por ter segurança em minha casa. Percebendo através das fotos o quanto sou grata pelo que vivi até aqui. Por cada pedacinho de mundo que pudemos desbravar.

Se ontem meu plano era mostrar a preparação das malas (desta vez ainda mais enxutas), agora as coisas ficaram mais simples: quero apenas ficar em casa, segura, cuidando dos meus. Me preparando para o momento de reencontro com as coisas pequenas que nos foram temporariamente retiradas: um passeio ao ar livre, uma visita na cidade aqui ao lado, passar o domingo na casa dos nossos pais, ver nossos avós, ir ao mercado…

É só a vida mostrando quem manda e reorganizando a prioridade das coisas.

Entendemos que a possibilidade de nos mantermos em distanciamento social com nossa família, é o nosso privilégio. Se você está em casa, em seu home-office, evitando ir ao mercado porque tem alguém que entrega sua comida pronta, você é um privilegiado. Não desperdice a chance de preservar a sua vida e sua saúde. Respeite a dos outros também. O ditado diz que cada um está travando sua luta diária. Nós não precisamos tornar este momento mais difícil do que ele já é.

A quem ainda não entendeu o conceito do ‘cuidarei de mim, para poder cuidar de você’, entenda que o distanciamento é necessário para preservar também a sua vida. Como eu disse em um post recente, logo no início do distanciamento: Não tem vacina, mas pode ter empatia’.

Vamos nos habituar ao fato de que nada será como antes, simplesmente porque o antes não funcionava. Isso é bom.
As fronteiras físicas estão fechadas, mas as lógicas nunca estiveram tão abertas!

Daqui, continuo com as lembranças e compartilhando minhas experiências com vocês.

#ficaemcasa

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